Essa semana eu recebi a notícia que um tio meu se suicidou. Demoraram dias para descobrir seu corpo, pois ele morava sozinho na antiga casa da minha avó paterna. Eu nunca tive muito contato com ele, mas eu o conheço desde pequena. Essa notícia para mim desceu rasgando a garganta. Eu olhava pro meu pai e pensava: "eles são irmãos". Não consigo imaginar a dor de perder um irmão. Muito menos assim. Foram 3h horas de ida na viagem até a cidade dele e 3h horas de volta.
Foi como colocar óculos. Mas com uma lente extra escura.
As pessoas andam tão mesquinhas que limitam seus sorrisos, seu afeto, seu amor. Arranjamos tempo pra tudo que é superficial e fútil, mas é difícil tirarmos um tempo para repensar as coisas que fazemos no dia a dia.
Foi como colocar óculos. Mas com uma lente extra escura.
As pessoas andam tão mesquinhas que limitam seus sorrisos, seu afeto, seu amor. Arranjamos tempo pra tudo que é superficial e fútil, mas é difícil tirarmos um tempo para repensar as coisas que fazemos no dia a dia.
É difícil um
dia que paramos para escutar as pessoas que amamos, sem pressa, sem
julgamentos. E eu não digo escutar na forma passiva, ficar vegetando na frente
dela enquanto ela fala. Precisamos de atenção verdadeira. Discussões que não
sejam sobre o calor, o frio, faculdade ou o menino idiota que tá te fazendo
sofrer. Escutar os medos, os sonhos, os vazios do outro. E com interesse. Querer
ouvir ao invés de só esperar sua vez de falar.
E o pior é que ainda temos a capacidade de achar que conseguimos
compensar essa falta de atenção com coisas materiais.
A culpa é
nossa, que não sabemos amar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário