Semana passada eu estava na Amazônia por um
projeto da faculdade para fazer ação educativa. A proposta era: sair de casa,
esquecer aulas, provas, trabalhos, conhecer aquela população, passar o máximo
de conhecimento possível nas ações educativas, morar em um barco, colaborar com
o que me pedissem e se possível, atender algumas pessoas na clínica por uma
semana. Uma das coisas mais legais de viajar
assim é que, apesar das pessoas já terem te explicado como vai ser e você ter
na sua mente tudo aquilo que você vai viver no final você percebe que não dá
pra ter a menor noção da situação até você ver com seus próprios olhos, pisar
com seus próprios pés, sentir com seu próprio coração.
Conviver com pessoas novas, ouvir a história delas,
compartilhar a sua, trabalhar em situações adversas, ver a beleza e a miséria
daquele lugar, viver momentos que me fizeram rir, chorar, gritar e ficar calada. Houve momentos difíceis,
de revolta, e de partir o coração. Somos humanos, somos pequenos, não podemos
mudar tudo...mas se você tem consciência das suas limitações e intenção de ajudar (e não só a população
carente, é preciso ter força de vontade para trabalhar com os colegas, querer
evitar discussões, dar o braço a torcer), é possivel fazer a diferença. Partindo
disso a convivência fica fácil, fica gostoso estar ali com aquelas pessoas e as
boas memórias vão fluindo naturalmente.
Arrisquei, fui com o coração aberto e troquei
a roupa da alma. As coisas que eu vivi nessa semana vão ficar guardadas na
memória e eu só tenho a agradecer por essa oportunidade única que me foi dada.