sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Submersão

causa mortis: embolia gasosa.




                       
               Dessa vez foi fundo demais... 
 a visibilidade era zero, a escuridão total

           com medo, quis voltar.




 Eu já tinha ouvido dizer que caminho de volta à superfície é cheio de armadilhas...
 Mas o maior perigo sempre esteve em meu próprio sangue.










domingo, 8 de setembro de 2019

Para a pessoa que me salvou: Eu sinto muito.

Eu costumava a ter você como a solução de todos os meus problemas. 

Desde que cheguei em Brasília, foi você que sempre me estendeu a mão ali. Era meu amigo, meu professor, meu apoio na residência. Nas minhas frustrações diárias, era você quem entorpecia minha dor e acalmava minhas inseguranças. Você sempre teve um coração gentil, não só comigo mas com todos a sua volta.

Quando você me escolheu para ser sua primeira, eu aceitei porque já te amava, mas não ainda dessa forma que você me propôs. Meu amor, eu nunca te quis mal, mas conhecer as pessoas erradas me deixou cansada, e essa situação era demasiadamente complexa. 

Em pouco tempo você se tornou todo o meu universo. Trabalhávamos juntos, andávamos juntos e dormíamos juntos. Sua ausência chegava a me doer fisicamente. Você parecia tão puro e fresco - apesar de todas as dificuldades que já tinha enfrentado, a vida ainda não o tinha mutilado.

Você viu um lado bom de mim que eu nunca tive consciência. Me deu tanto carinho e amor que, com o tempo, fui começando também a amar dessa outra forma toda a sua perfeita imperfeição. Sua mente brilhante, seu altruísmo e devoção, amava suas mãos e unhas extremamente cortadas, amava suas costeletas ruivas, o modo que você escrevia e operava, suas roupas pretas, sua hérnia umbilical, amava sua risada, suas rugas de expressão, amava dormir do seu lado e mais ainda acordar. Eu amei cada célula do seu corpo. Mas não soube cuidar de nada disso, muito menos demonstrar o que sentia de verdade.

Seria hipócrita dizer que o fim chegou porque a vida nos trouxe até aqui. Cada ato infantil, egoísta, impulsivo e obsessivo meu, esses sim nos trouxeram até aqui. Peço desculpas por não caber em seu grande coração; Eu era pequena demais para ocupar um espaço tão enorme.

Eu não sabia que quem tinha que resolver minha própria merda era eu mesma, e não tinha ninguém que pudesse verdadeiramente espantar meus demônios. Eu não sabia que teria que ser "meu próprio herói"...  simplesmente não era sua bagunça para limpar. Eu deveria saber que você precisava que sua própria vida fosse sã. Eu deveria saber que você também precisava de apoio, de amor, estímulo e confiança. Acho que você tem a impressão que todos os meus relacionamentos foram assim, mas pessoas antes de você iam e vinham como se eu fosse inanimada. Eu me sentia tão vazia que no fim acabei me tornando realmente vazia. Parte de mim ainda questiona por que, quando alguém sofre, precisa de uma pessoa para torná-la menos solitária.

Eu sinto muito que para aprender o que hoje eu sei, para me tornar quem hoje sou, de certa forma eu tirei tudo que era seu. Você de verdade não merecia ter passado por isso.

Eu só quero te dizer que te desejo tudo de melhor nessa vida. Espero que você encontre paz nos seus dias, e uma pessoa que valorize e retribua o seu amor.

Eu vou sempre sentir a sua falta.



Texto baseado em " TO THE PERSON WHO SAVED ME: I’M SORRY"- de Radwa Abdel-Aziem



sábado, 24 de agosto de 2019

21ºC e 0% de Chuva


Em casa, nessa quente noite de inverno 
Leio meus textos de alguns anos atrás, vejo como o meu sofrimento é tão repetitivo.
Vivendo agora uma rotina bem mais calma e tranquila, 
Mas que ao mesmo tempo ainda me pego
Perplexa com todas as transformações que o mundo pode trazer, 
Com a intensidade que tudo ao meu redor pode se construir e se destruir...
Como eu também posso profundamente me construir e me destruir. 
Tenho a impressão que às vezes já vi de tudo, já senti de tudo e já fiz de tudo
E no final o que "sobra" é sempre isso
Meus livros, minhas músicas melancólicas, bons amigos e minha excêntrica família.


E por agora, isso me basta. 

A imagem pode conter: planta

sábado, 29 de outubro de 2016

The Day After Tomorrow

Você é para mim
Novo
Muito diferente
E incerto

Mas é também
Neste momento
Como um beta 2 agonista em quarto cheio de coisa velha empoeirada
Como aqueles 2 décimos que o professor resolveu considerar para arrendondar para 6
Como a marijuana para pacientes terminais
Como o ventinho leve do Pico dos Pirineus
Como um bilhete de agradecimento do paciente ele quando recebe alta
Como uma passagem de avião para outro país
Como o cappuccino com meus amigos do francês no sábado pela manhã
Como o cigarro das madrugadas estreladas
Como uma intradérmica gigante só minha depois de horas de cirurgia
Como a chuva em Goiânia
Como tirar os sapatos no final do dia

Você é 
Justamente o que eu precisava agora.

(fica)





quinta-feira, 11 de agosto de 2016

A Losing Game


Já tem quase um ano, e eu tentei de tudo. Te excluí de todas as redes sociais, bloqueei suas mensagens, eu instalei o tinder, chamei gente pra sair, bebi e fumei até ficar com o meu sistema imune totalmente acabado e ficar tossindo insuportavelmente, eu entrei na terapia, eu foquei nos estudos, eu me agarrei aos meus amigos...Eu juro que tentei de tudo. De tudo. Mas eu continuo te amando e você nesse eterno jogo de sim e não. Eu não sei como pude ir tão afundo nesse sentimento que me deixa do lado de fora da sua porta, me deixa do lado de fora dos meus princípios, do meu respeito próprio, me deixa completamente fora de mim. 
Sinceramente eu nunca esperei muito de você, mas eu esperava mais de mim. Infelizmente eu sempre esperei muito mais do amor.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Sleeping With Ghosts

Minha vida parece um CD com uma capa até interessante mas que na verdade só tem música emo da pior qualidade, e que ainda por cima travou  em um refrão
e eu simplesmente eu não consigo mais tirar essa merda do som.


domingo, 10 de abril de 2016

Wake up, shake it off, and repeat



Hoje eu acordei com uma ressaca da vida. 
Uma hora da madrugada, minha cara toda inchada, meus olhos vermelhos, um gosto nauseante de álcool ainda na garganta. Demoro alguns segundos pra perceber que eu tô no sofá da Ana. A Ana tá dormindo no quarto ao lado. A dor de cabeça começa a apertar. Abro o whatsapp pra piorar um pouco e encontro, no meio de uns arrependimentos, uma mensagem da Dani perguntando de eu já comprei passagem pra BH. Começo a rolar nossa conversa pra cima, como uma forma de sentir sua presença, sentir um pouco de amor no imenso vazio que tento preencher diariamente com literalmente qualquer coisa. Semana passada ela me disse:

"Acho que vc gosta de sofrer,não tem explicação"

Não, não tem mesmo.




(Mas pelo menos com as minhas amizades eu fiz excelentes escolhas)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Maybe you should go and love yourself

Meu jeito de falar, as coisas que eu falo, as coisas que eu sinto...
E principalmente minha impulsividade.
Mas também as minhas vontades, desejos
Que muitas vezes viram até vícios...
As minhas reações espontâneas e
Minha felicidade matinal
Minha cara e meu corpo,
Eu.

Fico constantemente tentando me consertar,

Mas ainda não entendi porque estou errada



quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

to get through the day

Hoje foi só mais um dia que eu conectei na internet pela manhã e vi
Notícias de terrorismo, estupros, violência
De familias perdendo suas casas em enchentes
Quando não perdem também uns aos outros

Um dia normal que indo trabalhar
Vi gente indo a pé para o trabalho pela BR
Vi crianças no sinaleiro
Vi gente revirando o lixo

Como em todos os dias de trabalho tinha
Gente doente sem poder comprar o medicamento que precisa
Gente sendo maltratada no atendimento
Gente com dor de uma vida toda
Gente sem informação
Gente sem condição
Gente sem direção
Gente sem.

E terminando o dia indo para casa, eu olho pela janela do carro
Um acidente na BR
Um corpo estirado, morto
Uma multidão em volta filmando
Outros tiravam fotos
No fim do engarrafamento deu para ver toda a cena montada
Bombeiros, destroços, o corpo, a multidão
Só não consegui ver mesmo 
O respeito

Todo dia
Tanta coisa
Tanta gente

E quando chego em casa
Eu me deito virada pra janela 
E agora não escuto nada além da chuva lá fora
Tenho ainda a hipocrisia de pensar nos meus "problemas"
Mas no fundo eu sei 
Posso não saber o amanhã, 
Mas hoje eu tenho sorte.



terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Com amor, Larissa

Dedico esse texto à Você.
Que se interessa apenas pela minha intimidade física. 
Que me faz implorar por migalhas. 
Que não quis me ver como pessoa e sim número. 
Que nem se importa com o meu lado. 
Que tem um medo irracional de mim. 
Que inventa desculpas só pra poder me dizer não
Que não pensa duas vezes antes de me envolver e muito menos antes de me largar. 
Que não tem idéia, nem nunca vai ter, do quão mal me faz.



vsf.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Do mi li quim zi

Foi o ano da Fluoxetina.

Eu sei que nunca mais quero passar pelas coisas que tive que passar neste ano.
Mas eu se eu pudesse escolher entre os fatos terem acontecido ou não,
Também não pularia nem um segundo.


2015

Foi bom,
Mas pode acabar agora.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Baby, it's cold outside

Sexta à noite. 
Já é dezembro e tá chovendo devagarinho. 
Chego na casa dos meus pais depois de uma longa semana, todas as luzes estão apagadas. Eu subo as escadas tateando a parede, acendo a luz, ando sem fazer barulho no corredor e abro a porta ao lado da sala. 
Em meio de muitos lençóis brancos na cama de casal, tem uma mulher de estatura média, cabelos loiros curtos e roupa de quem saiu do trabalho e nem deu tempo ainda de trocar. Ela tá deitada sozinha com as mãozinhas juntas, como se estivesse rezando, os joelhos levemente dobrados e uma expressão de acalmar a alma. Eu deito ao lado dela e abraço-a por trás com carinho. Ela fala:
- Que saudade que eu estava, filha.


E eu acho que amor é isso.

domingo, 29 de novembro de 2015

Braids

Foi um fato (quase) pontual.

Eu tive minhas razões e você as suas. Será sempre um segredo bem guardado, e nós dois sabemos disso. 


Ontem eu sonhei que você estava dormindo no quarto ao lado do meu. Sonhei que eu te esperava ansiosa voltar do trabalho, mesmo cansada e já meio sonolenta. Apesar que na vida real o seu cabelo é bem curto, você chegou em casa com metade de uma trança, que se completava com a metade da trança dela. Quando olhei pra você e vi, passei imediatamente a mão no seu cabelo, desfazendo-a por completo. Mas quando eu acordei a trança continuava lá.



“...I feel like a traitor, a phony, a fake. But I am a hypocrite with the best intentions, and I need kissing desperately.” 
― Coco J. Ginger

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Flume

Engraçado que quando eu era criança eu não pensava em ser médica. Eu odiava médicos. Eu queria ser astronauta, e ficar pra sempre na lua de boas flutuando. Depois que cresci um pouco quis ser pintora, gostava tanto de desenhar que cheguei a fazer arte com canivete no guarda roupas de madeira do meu quarto. Depois mais velha estava decida a ser pilota de avião, pro desespero dos meus pais. Cheguei a pensar também em ser cartunista algumas vezes, mas nunca ninguém levou a sério. Por fim eu não fazia idéia, mas escolhi medicina.


Hoje em dia acho que queria ser criança.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Heart Skipped a Beat

Às vezes eu deito no chão da sala com meu estetoscópio e fico escutando meu próprio coração. Fico fantasiando doenças terminais ou acidentes trágicos. Imagino um mundo sem mim. Nunca mais ter que sentir nada, nunca mais ter o gosto desagradável do dia-a-dia sem perspectivas. Desejo nunca ter que levantar dali. Talvez eu seja só, sei lá... incompatível com a raça humana.



quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Home is for the heartless

Imagine você, se somente a roupa que você está agora no corpo e o dinheiro que tem no bolso fossem todas as suas posses. Você consegue sequer imaginar essa possibilidade? Você consegue se imaginar sem um lugar pra dormir? Sem um lugar pra tomar banho? Sem saber se hoje vai dar pra comer? 
Depois de seis meses conversando com moradores de rua de Anápolis, acaba amanhã a etapa de entrevista do meu TCC/PIBIC. Cada pessoa que eu conheci nesse período tinha uma história de vida incrível, foram pessoas de várias religiões, etnias, que vieram de todos os cantos do Brasil, e todos com um objetivo diferente. A rua é um mundo que só entende quem está dentro, ela tem todo um mecanismo. A gente finge que entende, mas a verdade é que essa realidade é inimaginável pra quem sempre teve um teto. E fica bem mais difícil quando ignoramos todos os dias essa população. Não tô nem falando da questão de dar dinheiro, tô falando de virar a cara pra alguém que tá olhando pra você, que tá falando com você. Muitas vezes eu sentia vergonha de mim mesma enquanto escutava o que eles tinham pra falar. Quantas vezes eu ainda não consigo ver além da aparência. Ou machuco alguém sem nem pensar o que isso vai causar. E pqp eu reclamo de TANTA besteira...Não dá pra não repensar a vida quando você chega na sua casa depois de alguém te falar que procurou emprego o dia todo andando sem comer nada e não conseguiu, como todos os dias. E só de lembrar do tanto de pessoas que não vêem a família há anos me dá vontade de ir agora abraçar meus pais e meus irmãos. Acho que nunca é demais lembrar o tanto que temos sorte. Temos o luxo de viver, e não sobreviver. Não é uma nem duas...são milhões de pessoas que não tem condição de se sustentar enquanto eu não passo 3 horas sem comer. E estão por toda parte, só a gente que não quer ver. Ao mesmo tempo não posso negar que às vezes me bateu uma inveja da visão de mundo que eles tinham. Ser dono de si. Fico pensando em quantas pessoas tem condições de serem algo relevante, de construir algo em suas vidas que faça sentido, mas são completamente tapadas, verdadeiros papagaios reprodutores de idéias midiáticas de valores. Nunca tiveram que dar a cara a tapa pro mundo, e por isso muitas vezes não conseguem ver além do seu próprio mundinho. É claro que é difícil fugir de tudo, até porque nascemos mamando esses conceitos prontos, mas a quantidade de imbecis que tem por aí está fora do controle. 

 “Life isn't measured in the years you live, but the number of people you touch.”

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

what am I, Darling?

Eu tenho os olhos do meu pai e o sorriso da minha mãe... a altura da minha avó e a impaciência do meu irmão...tenho o espírito viajador dos meus ancestrais, tenho o lado bobo dos meus amigos, tenho a tristeza dos pacientes terminais. Tenho minhas vontades, ânsias e caprichos próprios... eu sou obsessiva, terna, vingativa, bizarra, apaixonada, maníaca e melancólica... eu sou o que eu quero. O que eu posso. O que eu consigo.


domingo, 3 de agosto de 2014

I'm lost at the bottom of the world

30 dias, 5 países, uma grande amiga, breves amores, inúmeras loucuras.

Eu chego Anápolis, tomo um café com leite, açúcar e canela, amarro o cadarço do meu tênis rosa pra correr no sol, deito no sofá pra pensar no que passou...e não tenho nada pra agarrar com minhas mãos, não posso voltar atrás, eu não trouxe nada. O que me resta é o agora. Aqui, nada mudou. Não tenho nem certeza se as coisas foram do jeito que lembro, é estranho pensar que há uma semana a pessoa mais próxima de mim é hoje alguém que eu não sei se vou ver outra vez na minha vida. Se ontem eu era autônoma, e ficava brincando de arquitetar meus dias, hoje eu volto a ser alguém que preciso me encaixar na merda da rotina. Eu que tenho essa obsessão por fugir de tudo, que gosto de deixar tudo pra trás pra entrar em outras cabeças, fico com um coração tamponado quando volto pra casa. Um tanto de saudade fica, mas logo logo novos sonhos vem.



quarta-feira, 18 de junho de 2014

ô Ana

A faculdade de medicina é um ninho de boatos, de competições, de depressão, de estresse, de descarrego, de conhecimento, de libertação. As pessoas normalmente não conseguem ter uma estabilidade emocional em todos os períodos do ano, é muita prova, muito conteúdo muita grosseria, muito foda-se você. A verdade é que muitos de nós somos sozinhos, moramos sozinhos, temos a autonomia de onde vamos, e assim praticamos um certo egoísmo nas nossas escolhas (alguns mais e outros menos) na hora de priorizar você mesmo sobre as eventualidades do dia-a-dia.
Mas acontece que ao mesmo tempo que somos super independentes e bonitões, nós falhamos e fraquejamos demais nos nossos atos, e as vitórias tem gosto de lixo quando não tem ninguém para celebrar com você. Sim, nós precisamos de alguém. Porque quando tudo dá errado nós queremos um colo. E quando tudo dá certo nós queremos dividir uma cerveja.
Então nós fazemos amigos, namoramos, dançamos,  saímos pra ver filme, comemos até explodir, rolamos de rir das besteiras que acontecem, planejamos o futuro, aparecemos nas casas dos outros sem avisar, bebemos café, vamos pra academia e brigamos, estudamos a madrugada toda, choramos por nota, choramos porque estamos sozinhos, porque não aguentamos mais, porque todo mundo é melhor do que a gente, porque aquele professor fdp tá fudendo nossa vida, e ninguém quer compromisso, e os colegas escondem material de estudo e a família entrou em crise na semana de provas. 
Acaba que tudo fica mudando constantemente sem aviso prévio a cada 5min. Mas é menos ruim quando se tem uma Ana do lado. Quando você não tá conseguindo estudar mais e já são 2h da madrugada e você manda aquele whatsapp desesperado pra ela e ela responde que tá assistindo Revenge. Quando você vira toda animada e fala: VAMOS PRA GOIÂNIA às 00h da madrugada de uma terça feira, e ela TOPA. E também quando ela fala: VAI ESTUDAR AGORA LARISSA, ou me olha com cara feia mas eu entendo que ela não tá num dia bom. Porque amizade também não é estar sempre feliz. É saber que independente de tudo de ruim, você tá sempre ali disposto a ajudar aquela pessoa. É querer compartilhar sua xerox. É sentar perto um da outro na prova mesmo que a gente não cole.  E eu realmente espero que todo mundo encontre sua Ana na faculdade, porque eu garanto que não tem nota boa que supere nem um segundo de risos com um bom amigo. :)

PS. Eu queria aproveitar esse espacinho também pra agradecer à todos os meus amigos, vocês são o motivo pelo qual eu acordo tão pulante.

domingo, 25 de maio de 2014

You know I dreamed about you, 22 years before I saw you

Todo aniversário é uma mini crise existencial. É aquele dia que não dá pra escapar dos pensamentos do tipo: "E aí, você tá satisfeita com a sua vida?", e eu vou ficando incomodada com esses flashs de ideias que vão me beliscando até que acabo tendo vontade de não ver ninguém, não falar com ninguém, sumir e ficar por conta de prestar contas pra mim mesma. E como eu não tenho problemas em fazer o que me dá vontade, e também não preciso que alguém vá comigo, foi exatamente isso que eu fiz, acordei cedo, peguei minha crocs, coloquei um shorts e peguei a estrada. 
Ok.
Depois de um mergulho em uma água MUITO fria, uma escalada de suar o corpo todo e uma cochilada em pleno sol eu fui falar um pouco com a Larissa 2014. Coloquei o que importa no papel, anotei minhas conquistas na faculdade, minhas expectativas pra esse ano, minha ética no dia-a-dia, minhas transgressões quando luto pelo que acredito, minha sinceridade com os outros, meu esforço, minhas amizades que começaram/terminaram/continuaram, minhas tentativas amorosas, minhas mudanças, minhas mini aventuras e minha convivência com meu "eu" ultimamente. E eu vi que estou melhor. E eu gosto do que vejo pela frente. E que apesar de ter um cotidiano corrido e exaustivo, eu estou feliz no final do dia. E que eu consegui depois de muito de turbulência estar em paz comigo, com a minha aparência, , com as minhas manias, com a minha chatice, com os meus defeitos, com as pessoas que eu gosto e principalmente com a minha impulsividade. E eu fui cantando com voz mais esganiçada possível pra casa as minhas músicas francesas que eu nem sei a letra direito, e sorrindo sem um grande motivo aparente, mas por pequenos pontos que me integram e me ajudam a ir pra frente a cada ano.