quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Maybe you should go and love yourself

Meu jeito de falar, as coisas que eu falo, as coisas que eu sinto...
E principalmente minha impulsividade.
Mas também as minhas vontades, desejos
Que muitas vezes viram até vícios...
As minhas reações espontâneas e
Minha felicidade matinal
Minha cara e meu corpo,
Eu.

Fico constantemente tentando me consertar,

Mas ainda não entendi porque estou errada



quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

to get through the day

Hoje foi só mais um dia que eu conectei na internet pela manhã e vi
Notícias de terrorismo, estupros, violência
De familias perdendo suas casas em enchentes
Quando não perdem também uns aos outros

Um dia normal que indo trabalhar
Vi gente indo a pé para o trabalho pela BR
Vi crianças no sinaleiro
Vi gente revirando o lixo

Como em todos os dias de trabalho tinha
Gente doente sem poder comprar o medicamento que precisa
Gente sendo maltratada no atendimento
Gente com dor de uma vida toda
Gente sem informação
Gente sem condição
Gente sem direção
Gente sem.

E terminando o dia indo para casa, eu olho pela janela do carro
Um acidente na BR
Um corpo estirado, morto
Uma multidão em volta filmando
Outros tiravam fotos
No fim do engarrafamento deu para ver toda a cena montada
Bombeiros, destroços, o corpo, a multidão
Só não consegui ver mesmo 
O respeito

Todo dia
Tanta coisa
Tanta gente

E quando chego em casa
Eu me deito virada pra janela 
E agora não escuto nada além da chuva lá fora
Tenho ainda a hipocrisia de pensar nos meus "problemas"
Mas no fundo eu sei 
Posso não saber o amanhã, 
Mas hoje eu tenho sorte.



terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Com amor, Larissa

Dedico esse texto à Você.
Que se interessa apenas pela minha intimidade física. 
Que me faz implorar por migalhas. 
Que não quis me ver como pessoa e sim número. 
Que nem se importa com o meu lado. 
Que tem um medo irracional de mim. 
Que inventa desculpas só pra poder me dizer não
Que não pensa duas vezes antes de me envolver e muito menos antes de me largar. 
Que não tem idéia, nem nunca vai ter, do quão mal me faz.



vsf.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Do mi li quim zi

Foi o ano da Fluoxetina.

Eu sei que nunca mais quero passar pelas coisas que tive que passar neste ano.
Mas eu se eu pudesse escolher entre os fatos terem acontecido ou não,
Também não pularia nem um segundo.


2015

Foi bom,
Mas pode acabar agora.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Baby, it's cold outside

Sexta à noite. 
Já é dezembro e tá chovendo devagarinho. 
Chego na casa dos meus pais depois de uma longa semana, todas as luzes estão apagadas. Eu subo as escadas tateando a parede, acendo a luz, ando sem fazer barulho no corredor e abro a porta ao lado da sala. 
Em meio de muitos lençóis brancos na cama de casal, tem uma mulher de estatura média, cabelos loiros curtos e roupa de quem saiu do trabalho e nem deu tempo ainda de trocar. Ela tá deitada sozinha com as mãozinhas juntas, como se estivesse rezando, os joelhos levemente dobrados e uma expressão de acalmar a alma. Eu deito ao lado dela e abraço-a por trás com carinho. Ela fala:
- Que saudade que eu estava, filha.


E eu acho que amor é isso.

domingo, 29 de novembro de 2015

Braids

Foi um fato (quase) pontual.

Eu tive minhas razões e você as suas. Será sempre um segredo bem guardado, e nós dois sabemos disso. 


Ontem eu sonhei que você estava dormindo no quarto ao lado do meu. Sonhei que eu te esperava ansiosa voltar do trabalho, mesmo cansada e já meio sonolenta. Apesar que na vida real o seu cabelo é bem curto, você chegou em casa com metade de uma trança, que se completava com a metade da trança dela. Quando olhei pra você e vi, passei imediatamente a mão no seu cabelo, desfazendo-a por completo. Mas quando eu acordei a trança continuava lá.



“...I feel like a traitor, a phony, a fake. But I am a hypocrite with the best intentions, and I need kissing desperately.” 
― Coco J. Ginger

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Flume

Engraçado que quando eu era criança eu não pensava em ser médica. Eu odiava médicos. Eu queria ser astronauta, e ficar pra sempre na lua de boas flutuando. Depois que cresci um pouco quis ser pintora, gostava tanto de desenhar que cheguei a fazer arte com canivete no guarda roupas de madeira do meu quarto. Depois mais velha estava decida a ser pilota de avião, pro desespero dos meus pais. Cheguei a pensar também em ser cartunista algumas vezes, mas nunca ninguém levou a sério. Por fim eu não fazia idéia, mas escolhi medicina.


Hoje em dia acho que queria ser criança.