Todo aniversário é uma mini crise existencial. É aquele dia que não dá pra escapar dos pensamentos do tipo: "E aí, você tá satisfeita com a sua vida?", e eu vou ficando incomodada com esses flashs de ideias que vão me beliscando até que acabo tendo vontade de não ver ninguém, não falar com ninguém, sumir e ficar por conta de prestar contas pra mim mesma. E como eu não tenho problemas em fazer o que me dá vontade, e também não preciso que alguém vá comigo, foi exatamente isso que eu fiz, acordei cedo, peguei minha crocs, coloquei um shorts e peguei a estrada.
Ok.
Depois de um mergulho em uma água MUITO fria, uma escalada de suar o corpo todo e uma cochilada em pleno sol eu fui falar um pouco com a Larissa 2014. Coloquei o que importa no papel, anotei minhas conquistas na faculdade, minhas expectativas pra esse ano, minha ética no dia-a-dia, minhas transgressões quando luto pelo que acredito, minha sinceridade com os outros, meu esforço, minhas amizades que começaram/terminaram/continuaram, minhas tentativas amorosas, minhas mudanças, minhas mini aventuras e minha convivência com meu "eu" ultimamente. E eu vi que estou melhor. E eu gosto do que vejo pela frente. E que apesar de ter um cotidiano corrido e exaustivo, eu estou feliz no final do dia. E que eu consegui depois de muito de turbulência estar em paz comigo, com a minha aparência, , com as minhas manias, com a minha chatice, com os meus defeitos, com as pessoas que eu gosto e principalmente com a minha impulsividade. E eu fui cantando com voz mais esganiçada possível pra casa as minhas músicas francesas que eu nem sei a letra direito, e sorrindo sem um grande motivo aparente, mas por pequenos pontos que me integram e me ajudam a ir pra frente a cada ano.



