Gosto de motivos non-sense, de planos improváveis e de tiros no escuro. Para mim, uma razão pra viver mais um dia não pode ser algo palpável, tem que ir além das probabilidades, tocar os meus desejos mais profundos, beirar a realização existencial. Os tais sonhos acordados que às vezes me doem o peito e me apertam com uma agonia respiratória de tão fortes, que me fazem ter uma crise de ausência só de imaginar a possibilidade desse mundo paralelo feito exatamente na minha medida. São eles me cansam e escravizam. Eles que me dão fôlego pra continuar. Porque são eles me levam para mim.
domingo, 29 de dezembro de 2013
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
13 dias para o fim de 2013
E foi assim. Ansiedade exagerada, medo e preguiça daquele ano que todo mundo já tinha me avisado que não ia ser fácil. A tal da clínica médica. E vamos virar noites, tirar notas baixas, escolher a opção errada, mandar tudo se fuder e ir dançar, encher a cara, correr, cansar, não descansar, estudar no sábado, no domingo, na academia, chorar no meio da prova, dormir nos corredores, esperar horas por professor que não vem, chegar mais cedo por professor exigente, brigar com os colegas, abraçar, ir pro ambulatório, se indignar com a situação da saúde pública, #irprarua, voltar pra casa feliz/brava/morta/orgulhosa/desapontada, fazer provas fazer provas fazer provas. E acabou. E vem a pediatria. E vem congressos, festas, pular de pára-quedas, ir para Salvador, trabalhos científicos, festas, ballett, e vem o ócio, os pensamentos perigosos, as idéias miraculosas, e adeus cabelo, e oi tatuagem, e vem os jogos, e vem depois também o aperto, o ferro, a ressaca e as noites em claro, e os ambulatórios já estão demorando muito acabar, e já não consigo acordar no horário, e tem trabalho e jornada e prova e liga e apresentação de violino tudo na mesma semana, e não dá mais pra ir em festas, e parece que nada entra mais na minha cabeça, e o esforço pra fazer algo demanda toda a minha energia, e prova e prova e prova e acabou. 13 dias pra 14.
domingo, 24 de novembro de 2013
Um sonho
Se um dia eu decidir que cansei dessa vida, eu vou para bem longe. Sei que nos meus dias vou cometendo pequenas insanidades, vou me testando, até onde tenho coragem de ir onde não é permitido. Mas quando eu estiver bem resolvida, eu vou atrás do que quero de verdade. Vou para onde ninguém me conhece, viver uma vida que não é a minha. Quero fazer pequenos trabalhos, conhecer um segredo por dia, mas dessa vez manter longe o apego excessivo, vou guardar a confiança comigo mesmo, porém quero doar sem medidas tudo que me resta do elemento X que me faz Larissa. Quando um dia eu puder me virar do avesso, quero fazer o que já tentei mas não deu certo, e agora tenho medo. Viver o que não me deixam viver. Deitar na terra. Ficar descabelada o dia todo. Beijar sem razão. Conhecer de tudo um pouco. Correr sem saber o caminho. E abandonar tudo e seguir de novo. Pra casa.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
I'll be there in your dreams if you can't sleep at all
As noites que eu fico sozinha olhando pro teto, aquelas que eu tento dormir mas não consigo, ou aquelas que eu acordo subitamente no meio da noite, aquelas que me deixam fodidamente cansada no outro dia, aquelas que me dão uma ânsia sem explicação que me fazem pegar a estrada pra sair por aí, aquelas que de tão consumidoras me fazem desligar tudo pra falar comigo mesma, as que eu penso em tanta coisa e eu quero que tudo vá embora, aquelas que me fazem querer o que eu tenho, o que eu não tenho, me amar e me odiar, são as noites que me fazem ser eu mesma, todo dia outra pessoa.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Random
Não sei se é o tempo frio, ou tempo livre, mas minha cabeça tá no modo aleatório. Tá muito sem um porquê. Tô vendo que maioria das coisas, das pessoas, dos pensamentos não fazem sentido. Na verdade nem nunca tiveram a intenção de fazer. É falar por falar, fazer por obrigação. Mal olham e já abrem a boca pra comentar. E depois pensam. E depois esquecem. Todo dia. É tudo muito besta mesmo.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
kjbgafguwaegfua
Estranho como
Alguns dias
São tão comuns
Estranho como
Alguns dias
Tem algo tão inexplicável
Tão insuportável
Tão difícil de manter a sanidade
Alguns dias
São tão comuns
Estranho como
Alguns dias
Tem algo tão inexplicável
Tão insuportável
Tão difícil de manter a sanidade
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
If you don't like the reflection don't look at the mirror
Eu tenho carregado muita coisa nas costas desde que eu comecei a
faculdade, e não tem como eu desligar de tudo aquilo que eu quero, mas de um
tempo pra cá eu fui vendo o tanto que é desnecessário se preocupar tanto com
algumas pessoas, com cada atitude, com algumas coisas do passado, e
até coisas do futuro. Às vezes se você abre uma brecha é possível ficar muito
tempo pensando "e se eu tivesse feito isso ao invés disso", "ah talvez se eu tivesse chegado
1 segundo depois poderia ser que...", sinceramente foda-se. O que eu quero
eu luto pra ter, se não deu certo já era, o " e se..." nunca
aconteceu e o tempo não volta, então supera. Sério, ficar imaginando universo
paralelo dá câncer. Ainda mais que muita coisa na minha vida dá errado, a sorte
é que eu também sofro de alzheimer precoce, aí se alguma coisa ruim acontece
comigo de manhã, a tarde eu já esqueci 50% dos fatos. Então se alguém quiser morrer de falar mal, ou de achar ruim de algo relacionado a mim.. pode falar, pode achar ruim, é direito seu. Eu não sei de muita coisa, acho que vou aprendendo (bem) aos poucos com a vida, então eu erro mesmo, faço umas burradas
sensacionais, sinto raiva, descompenso, mas depois eu levanto e vou indo. Quero focar mais no
que compensa e o que realmente é preciso. Não dar crédito pra quem não merece. Não é também que agora eu vou sair destratando as pessoas, nem sendo grossa, nada disso, é só que eu tô em outra.
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